12.12 – oito semanas

hoje eu te perguntei qual tinha sido, pra ti, o momento que tu percebeu que estava gostando de mim de uma forma diferente. tu já tinha me contado desse dia, mas eu não sabia que tinha sido nesse momento. esse dia foi muito bom. eu acho que já te disse que nas nossas primeiras vezes uma das coisas que eu mais gostava era que depois era um tempo que a gente tinha só pra nós duas e que a gente conversava por horas. até na nossa primeira vez, acho que a gente conversou até amanhecer.

eu passei o dia pensando qual foi o momento pra mim, mas não cheguei em nenhuma conclusão. porque acho que eu demorei pra me tocar, mas eu já estava apaixonada beeem antes. talvez sempre tenha sido, né.

nem acredito que faz quase dois meses que tu foi.

tem uma música chamada 100 letters e eu fiquei pensando se vou chegar a 100 escrevendo pra ti. mas a letra da música é ruim, então deixa pra lá, apesar da música ser ótima.

falando em música, eu estou nesse momento numa terça-feira às 21:19 escutando o cd “novo” da katy perry. é como o pedro disse, to me identificando com ela sobre se esforçar muito em uma coisa e a coisa acabar uma merda. porém, tem até umas músicas boas, ela só vacilou nas escolhas de singles.

nas conversas antigas que li hoje, tu dizia que teu sonho era conversar comigo sobre minhas músicas favoritas e explicar as letras, ainda to te devendo isso, então tu tem que voltar.

funny that it’s always been all about you from the start

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12.12 – oito semanas

27.11 – seis semanas

hoje quando eu liguei o carro, depois de deixar meu chefe em casa, começou a tocar firestone. eu adoro essa música, mas teve uma época que ela me deixava na bad. agora, quando eu escuto ela, eu lembro de 2015 e da época que a gente ficou naquele ano hehe.

eu falo muito de música aqui, né, penso em parar, mas já ia emendar e falar de outra música.

não vou falar qual a música (por agora), mas ela me fez lembrar sobre como é estar perto de ti e não poder te tocar. daquela época ruim e tal.

eu não achei que ia ser tão difícil estar do teu lado e não poder tocar em ti e não poder te beijar. todo momento eu só queria olhar pra ti e que coisa horrível ter que disfarçar isso.

não foi à toa que eu aproveitei o xixi pra te roubar um beijo e não fiquei com raiva quando se despediu de mim me beijando. um beijo teu é um beijo teu, né.

nada a ver com o assunto, mas olha essa lista de cidades que a gente pode morar no futuro também:

http://ciclovivo.com.br/noticia/saiba-quais-sao-as-10-cidades-mais-preparadas-para-o-futuro/?utm_source=meio&utm_medium=email

 

I’m a flame, you’re a fire, I’m the dark in need of light

 

27.11 – seis semanas

20.11 – cinco semanas

uau, cinco semanas. atualmente, não sei dizer se a saudade está aumentando ou se eu to me acostumando, eu só sei que tem dias bons e tem dias muito ruins e vai variando por aí.

eu tava pensando sobre o que queria falar contigo essa semana e pensei em uma coisa em nada a ver com a gente, mas algo que eu não sei porque (ou sei) eu não falei antes.

faz umas duas semanas que minha vó tá lá em casa e eu nem sei se comentei contigo. minha vó já teve depressão e voltou. quando ela chegou lá em casa, ela tava muito estranha, ela parecia outra pessoa. minha vó normalmente é muito ativa e não cala a boca, tem horas que a gente não aguenta até. quando ela chegou, ela quase não falava nada, nem quando a gente perguntava algo pra ela, e não fazia praticamente nada.

e desde que ela chegou, eu não soube muito bem falar sobre isso e nem lidar com o que tava acontecendo. não sei se minha mãe sabia também,  a gente meio que só deixou ela lá. ela tá melhor agora, minha mãe tava até se irritando de novo com ela falando o tempo todo.

acho que eu me sinto culpada porque eu não sei lidar com o que minha vó tá passando, apesar de tá passando por isso. e acho que por isso não conseguia falar com ninguém sobre.

eu ainda não sei o que fazer sobre, mas talvez eu me sinta um pouco melhor colocando isso pra fora.

em outras notícias, eu te amo mesmo tu sendo chata.

como eu to viciada em hailee steinfield: I didn’t know that I was starving till I tasted you, don’t need no butterflies when you give me the whole damn zoo.

20.11 – cinco semanas

edição extraordinária

Hoje a noite eu tive um momento estranho e por mais que meu instinto inicial seja não dividir isso mais do que o necessário, eu reconheci coisas que acho que realmente acho que tu tem até direito de saber porque te envolve.

Como eu já dividi contigo antes, eu passei por um relacionamento abusivo. Eu passei por várias fases, mas até eu me tocar e me colocar no lugar de vítima (porque eu sempre achava que eu era a culpada de tudo) demorou muito e foi muito doloroso. Foi um dos piores momentos da minha vida, eu fiz coisas horríveis, eu fiz coisas que me arrependo, principalmente do tanto de dor que eu mesma causei em mim.

Reconhecer o relacionamento pelo que era e a partir daí seguir um caminho de recuperação foi uma vitória e tanto pra mim.

O problema é que eu acho que, muitas vezes, eu diminuo o que essa época foi e ajo como se não tivesse sido nada, diminuindo sua importância.

Quando faço isso, eu acho que enterro muita coisa sem perceber.

Hoje, em uma conversa com meus amigos eu me lembrei de um dia específico muito ruim nesse relacionamento e me senti mal, mas tentei pensar em outras coisas. Até aí pareceu tudo bem.

Foi aí que eu tava no twitter e vi um tweet sobre pessoas que foram mentalmente abusadas e fiquei meio em choque. Li rapidinho e reconheci várias coisas que faço sem perceber que eram conseqüências de tudo que eu passei.

Tu provavelmente vai ver o tweet original algum dia que tiver me stalkeando, mas ele é mais ou menos assim:

someone who has been mentally abused will:

  • constantly apologize
  • need loads of reassuring
  • break down over small disagreements
  • hide their feelings in order to not upset you
  • have low self esteem due to insults

 

please be patient .. we are trying.

 

Como eu disse, eu faço tanto dessas coisas sem perceber e é por isso que eu disse também lá em cima que eu acho tu devia saber.

Eu ia explicar mais sobre cada coisa disso, mas acho que por agora é suficiente eu dividir isso contigo. Não porque nosso relacionamento seja abusivo, muito pelo contrário.

Obrigada por ter paciência, eu sigo tentando.

edição extraordinária