05.12 – sete semanas

perdi um dia, mas não deixei de contar ainda não. hoje é o 50º dia. eu acho que nem sei falar esse número ordinal.

espero que a gente esteja bem.
you’re part of the past, but now you’re the future.
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05.12 – sete semanas

we accept the love we think we deserve

quando eu acho que eu não mereço nada é quando eu aceito tudo.

eu confio em ti e no que tu sente, mas por que tu não se preocupou sem saber como eu tava antes de dormir?

e aí eu não sei se eu sumo ou se eu falo alguma coisa logo antes que eu esqueça e que tudo aconteça de novo.

e dói.

we accept the love we think we deserve

27.11 – seis semanas

hoje quando eu liguei o carro, depois de deixar meu chefe em casa, começou a tocar firestone. eu adoro essa música, mas teve uma época que ela me deixava na bad. agora, quando eu escuto ela, eu lembro de 2015 e da época que a gente ficou naquele ano hehe.

eu falo muito de música aqui, né, penso em parar, mas já ia emendar e falar de outra música.

não vou falar qual a música (por agora), mas ela me fez lembrar sobre como é estar perto de ti e não poder te tocar. daquela época ruim e tal.

eu não achei que ia ser tão difícil estar do teu lado e não poder tocar em ti e não poder te beijar. todo momento eu só queria olhar pra ti e que coisa horrível ter que disfarçar isso.

não foi à toa que eu aproveitei o xixi pra te roubar um beijo e não fiquei com raiva quando se despediu de mim me beijando. um beijo teu é um beijo teu, né.

nada a ver com o assunto, mas olha essa lista de cidades que a gente pode morar no futuro também:

http://ciclovivo.com.br/noticia/saiba-quais-sao-as-10-cidades-mais-preparadas-para-o-futuro/?utm_source=meio&utm_medium=email

 

I’m a flame, you’re a fire, I’m the dark in need of light

 

27.11 – seis semanas

20.11 – cinco semanas

uau, cinco semanas. atualmente, não sei dizer se a saudade está aumentando ou se eu to me acostumando, eu só sei que tem dias bons e tem dias muito ruins e vai variando por aí.

eu tava pensando sobre o que queria falar contigo essa semana e pensei em uma coisa em nada a ver com a gente, mas algo que eu não sei porque (ou sei) eu não falei antes.

faz umas duas semanas que minha vó tá lá em casa e eu nem sei se comentei contigo. minha vó já teve depressão e voltou. quando ela chegou lá em casa, ela tava muito estranha, ela parecia outra pessoa. minha vó normalmente é muito ativa e não cala a boca, tem horas que a gente não aguenta até. quando ela chegou, ela quase não falava nada, nem quando a gente perguntava algo pra ela, e não fazia praticamente nada.

e desde que ela chegou, eu não soube muito bem falar sobre isso e nem lidar com o que tava acontecendo. não sei se minha mãe sabia também,  a gente meio que só deixou ela lá. ela tá melhor agora, minha mãe tava até se irritando de novo com ela falando o tempo todo.

acho que eu me sinto culpada porque eu não sei lidar com o que minha vó tá passando, apesar de tá passando por isso. e acho que por isso não conseguia falar com ninguém sobre.

eu ainda não sei o que fazer sobre, mas talvez eu me sinta um pouco melhor colocando isso pra fora.

em outras notícias, eu te amo mesmo tu sendo chata.

como eu to viciada em hailee steinfield: I didn’t know that I was starving till I tasted you, don’t need no butterflies when you give me the whole damn zoo.

20.11 – cinco semanas

edição extraordinária

Hoje a noite eu tive um momento estranho e por mais que meu instinto inicial seja não dividir isso mais do que o necessário, eu reconheci coisas que acho que realmente acho que tu tem até direito de saber porque te envolve.

Como eu já dividi contigo antes, eu passei por um relacionamento abusivo. Eu passei por várias fases, mas até eu me tocar e me colocar no lugar de vítima (porque eu sempre achava que eu era a culpada de tudo) demorou muito e foi muito doloroso. Foi um dos piores momentos da minha vida, eu fiz coisas horríveis, eu fiz coisas que me arrependo, principalmente do tanto de dor que eu mesma causei em mim.

Reconhecer o relacionamento pelo que era e a partir daí seguir um caminho de recuperação foi uma vitória e tanto pra mim.

O problema é que eu acho que, muitas vezes, eu diminuo o que essa época foi e ajo como se não tivesse sido nada, diminuindo sua importância.

Quando faço isso, eu acho que enterro muita coisa sem perceber.

Hoje, em uma conversa com meus amigos eu me lembrei de um dia específico muito ruim nesse relacionamento e me senti mal, mas tentei pensar em outras coisas. Até aí pareceu tudo bem.

Foi aí que eu tava no twitter e vi um tweet sobre pessoas que foram mentalmente abusadas e fiquei meio em choque. Li rapidinho e reconheci várias coisas que faço sem perceber que eram conseqüências de tudo que eu passei.

Tu provavelmente vai ver o tweet original algum dia que tiver me stalkeando, mas ele é mais ou menos assim:

someone who has been mentally abused will:

  • constantly apologize
  • need loads of reassuring
  • break down over small disagreements
  • hide their feelings in order to not upset you
  • have low self esteem due to insults

 

please be patient .. we are trying.

 

Como eu disse, eu faço tanto dessas coisas sem perceber e é por isso que eu disse também lá em cima que eu acho tu devia saber.

Eu ia explicar mais sobre cada coisa disso, mas acho que por agora é suficiente eu dividir isso contigo. Não porque nosso relacionamento seja abusivo, muito pelo contrário.

Obrigada por ter paciência, eu sigo tentando.

edição extraordinária

12.11 – quatro semanas

eu não sei se já disse, mas se já disse não lembro, então tu também provavelmente não lembra.

é sobre o nosso primeiro encontro. o dia que eu queria porque queria tomar um chope amstel. pensando agora, com certeza deve ter sido obra de algum ser superior que me deu um faniquito tão grande naquele dia que eu sentia que precisava sair e tu foi a única pessoa que aceitou (e ainda bem que aconteceu assim)

mas de tantas coisas que aconteceram naquele dia que eu amo lembrar, o que eu queria contar agora é como tu foi cuidadosa comigo na hora de ir embora. pode parecer besteira e pouca coisa, mas tu queria me deixar em casa. tipo ir comigo de Uber e depois ir pra tua casa, olha só que caminho louco. isso porque tu não queria que eu voltasse sozinha. eu logo disse que não, não precisava, mas por dentro só de tu oferecer eu fiquei toda derretida.

não foi preciso mais do que essa noite pra eu me apaixonar por ti.

 como disse a taylor swift: I wanna be your end game.

12.11 – quatro semanas